Acervo Espírita

 

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Quanto Vale Uma Canção?

COMPOSITOR: Autoria desconhecida

ÁLBUM: FECEF (8º)

ESTILO: MPB ::

(Refrão) (2x)
Dona formiga tem uma amiga / Toca guitarra, dona cigarra,

A cigarra vive a cantar / E a formiga a labutar
Mas cantar existe esforço / E a beleza em trabalha

(Refrão) (2x)

Dona formiga trabalhadeira / Ganha dinheiro pra se manter
Dona cigarra que é cantadeira / Quer do seu canto sobreviver

Dona cigarra com seu cantar / Cria beleza pra sua amiga
Sempre alegrando quem escutar / Trabalha tanto quanto a formiga

Mas os amigos dessa cigarra / Dizem que o canto não dá camisa
Não é trabalho, é pura farra, / Não vale nada tanta beleza

Dona cigarra cantando a esmo / Tanto trabalho tem pra cantar
Será que ela precisa mesmo / Virar formiga pra trabalhar?

(Refrão) (2x)

Quanto vale uma canção? / É a pergunta da cigarra
Pra alegrar o seu coração / E limpar a sua barra

Minha irmã cigarra amiga / A criar sua beleza
Ouve o que diz a formiga / Beleza não põe a mesa

Mas havia uma formiga / Que guardava uma canção
Muito linda, muito meiga, / Dentro do seu coração.

Que formiga tão bizarra / De repente é sensação
Tinha alma de cigarra / E no ventre uma canção

Como pode uma operária / Descuidar da produção
E deixar de ser gregária / Pra viver só de emoção

Um artista proletário / Pra fazer sua canção
Tem que ser um operário / Trabalhar na produção

Muito mais produziria / Se vivesse da canção
Se fizesse com alegria / Sua arte-profissão

Quanto vale uma canção? / De um poeta popular
Que com fé numa oração / Fez da arte o seu altar

(Refrão) (2x)

A cigarra e a formiga / São iguais a sã Doutrina
Praticando a caridade / Uma dá e a outra ensina

Se a cigarra talentosa / Morre de inanição
A formiga operosa / Fica sem sua canção

Se a cigarra ao Deus dará / Sobrevive da canção
A formiga poderá / Iluminar seu coração

Será certo uma cigarra / Que só canta e não produz
Ser formiga da guitarra / E vender a sua luz

Se deixou a sua fé / Embalar sua canção
Já não pode o seu José / Ter na arte, profissão.

Um artista sem renome / A cantar em liberdade
A cigarra também come / Também tem necessidade

(Refrão) (2x)

Seja cigarra, seja formiga, / A mão trabalha e a mente indaga
Pede comida toda barriga / Todo trabalho merece paga

(Refrão) (2x)

A cigarra vive a cantar / E a formiga a labutar
Mas cantar existe esforço / E a beleza em trabalha

(Refrão) (6x)

Você tem a cifra? Envie para acervoespirita@gmail.com

áudio oficial