Quero o mal necessário
Não o bem conveniente
Sei que tudo que vem
Na minha vida, de Deus,
É liberdade, é progresso,
Eu não quero me acomodar,
Quero lutar e sofrer,
Amar, sangrar e viver,
Preciso me encontrar,
Realizar a mim mesmo,
Não quero o sono, a fuga,
O desmaio, o sossego,
Tenho o leme, o caminho,
A meta, a nau e o vento,
Se vou contra a corrente,
Mesmo assim eu vou cantando,
Pois sou forte, teimoso,
Destemido e vou pra frente!
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Forte nem sempre é aquele que alcança.
É o que se esforça, que busca, que semeia.
O encontro é a colheita.
O poema é de Aglaia, minha mãe.